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O SEGREDO DO VESTIDO

Um dia destes, fui visitar uma amiga minha, mais por obrigação do que por gostar, porque a moça era um tremendo poço de mau humor. 
Tu chegava lá de boa, dando aquele “bom diiiaa!”, ao que ela respondia: bom dia às minhas custas!!!
Depois, era desgraça pra cá, brigas pra lá, doenças, revolta, acidentes (sempre com muito sangue e cadáveres), falta de dinheiro, tudo enrolado naquele humor do cão.
Já na chegada eu ficava P da cara, mas fazia a minha visita mesmo sabendo que iria sair de lá com o meu astral grudado na sola do tênis, junto com os chicletes que eu tinha a mania de ir amassando com o pé, na rua. (outro dia vou ensinar para vocês uma ótima técnica para remover chicletes grudados da sola dos tênis).

Na última visita há umas três ou quatro semanas, observei que ela estava com uma saliência no abdômen. 
Fiquei pensando: neném não é pois sabia de sua mena, dos imensos calorões , dos banhos frios à meia noite, das roupas que davam calor mesmo no forte inverno do Sul e coisa e tal. 
Então vi num armário (que ela havia esquecido aberto), inúmeros pacotes de bolachas, embornais de balas e verdadeiros fardos de chocolates. Devo explicar que mulheres comem toneladas de guloseimas numa certa fase da vida, tanto quanto um camelo bebe água antes de sair em caravana pelo deserto…
Bingo: está ficando gorda, pensei! 
Logo preví, agora o humor dela vai enegrecer de vez e para sempre.
Então tive uma feliz e abençoada ideia.
Falar pra ela que havia notado que ela estava engordando. 
Sim, tratamento de choque! 
Dizer na cara dela mas na hora em que ela estivesse com todo o ar para fora dos pulmões ou eu iria me dar mal.
Comecei a acompanhar atentamente a sua respiração, respirando junto com ela. 
Quando ela se lamentou e deu um profundo suspiro e botou todo o ar pra fora, eu levantei e disse: 
Tu tá gorda!!!

Nunca vou esquecer aquela cara furiosa, com sangue nos olhos, tentando encher os pulmões desesperadamente para me encher de ossos…
Na metade da inspiração eu disse de supetão: 
Mas eu tenho a solução!!!

A mulher estaqueou no meio da respiração, me olhando com uma fisionomia de apelo. 
Então eu segui:
Vamos ali no banheiro, vou te mostrar. 
Fica na frente do espelho grande e tira a tua blusa. 
Como ela não estava de blusa mas de vestido, foi logo tirando o mesmo, ficando só de calcinha e sutiã .
Então eu comecei o tratamento. 
Falei: 
Colocas a mão direita logo abaixo dos seios e desliza para baixo, até o púbis e digas bem forte: HÁÁ… depois sobes de volta para as mamas dizendo: HÁHÁ. E vai repetindo e acelerando, cada vez mais e sempre apertando.
Para te encurtar o caso, quando saí de lá, a minha amiga se rolava no chão do banheiro, toda mijada, de tanto rir.
Te confesso que sai de lá procurando um banheiro também, pois não conseguia parar de rir.

Hoje, pela manhã passei em frente de sua casa e ouvi gostosas gargalhadas que vinham lá de dentro.
Eram dela e do namorado, pois agora ela estava amando.
Rindo e amando…

Às vezes quando estou meio pra baixo por estar terminando o meu zimbro inglês, vou até lá para me refazer. 
Ela sempre me recebe já rindo e vai logo tirando o vestido.
Então, ficamos rindo juntos até altas horas…
Claudio Spiazzi
Enviado por Claudio Spiazzi em 04/09/2017
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