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UM PAPO COM DEUS

Um dia, alguém falou assim: "Se encontrasse Deus, Lhe perguntaria: Tu acreditas em Deus?"
Respondendo: Se fosse possível esse encontro, certamente não precisarias perguntar nada. Já terias todas as respostas. Tu serias Ele.
Este foi o sonho dos filósofos ao longo dos milênios. Mas vamos supor que acontecesse e tu fez a angustiante pergunta. Creio que Ele te responderia: "Deus não acredita em deuses"
Comentário: Conhecer Deus é uma coisa que está muito além de qualquer compreensão humana. Aí é que está a origem de nossa angústia, ou seja, tentar entender ou acreditar em algo que está muito além de nossa capacidade de entendimento. Então, criaram os deuses, parecidos conosco e até com nossos erros e virtudes, inclusive. Nestes, os seres humanos conseguiam acreditar, aceitar e... manipular. Veja bem, deus seria um velhinho de barba branca (homem sábio), te jogaria no fogo do inferno (vingativo), não aceita que tu acredites em outros deuses ou ídolos (ciumento), quebrou as tábuas dos dez mandamentos (irado), te premia se fizerdes o que ele quer (manipulador) e assim por diante. Todas as características humanas. Mas Deus não pode ser humano, ou se fosse, não seria Deus... Vês como a razão e a lógica nos ajudam na dedução. Por esta razão Nietzsche proferiu a célebre frase que interpretaram mal, para combatê-lo, pois suas ideias, incomodavam aos "donos do saber, aos donos dos deuses": "Deus está morto". Mas o "deus" ao qual Nietzsche se referia eram os deuses criados e ideados pelos homens. Veja só a incongruência, ao invés de Deus criar o homem, os homens criaram deuses. Por isso penso que, ser agnóstico é a mais pura expressão da religiosidade, isto é, não nega a existência de Deus (então não é ateu) mas não "acredita" que ele exista, pois se existir, está muito além de sua compreensão e o simples fato de "entende-Lo ou conhece-Lo tiraria a sua Divindade...
O agnóstico não entende Deus.
O respeita!
Claudio Spiazzi
Enviado por Claudio Spiazzi em 01/09/2017
Alterado em 01/09/2017
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